Olivas de Gramado celebra resultado da primeira colheita de frutos na Serra Gaúcha



Azeite Terroir Serrano é resultado da primeira colheita realizada no parque dedicado à olivocultura e olivoturismo.


O Rio Grande do Sul é o estado com maior área de cultivo de oliveiras do país. De acordo com dados do Governo gaúcho, são mais de 5 mil hectares de plantações, a maior parte concentrada na região Sul. Nesse contexto, chama atenção o cultivo em Gramado, na Serra Gaúcha, um dos principais destinos de turismo do Brasil.


O parque Olivas de Gramado, é a realização do sonho de uma família que vislumbrou na olivocultura, no olivoturismo, e na sua localização, um diferencial para a cidade e uma atração única para os turistas que visitam a região, sempre em busca de novidades. Tudo acontece 14 quilômetros distantes do centro de Gramado, em Linha Nova, localidade que deu origem à cidade e que ainda reúne características típicas do interior e ares rurais.


A família Bertolucci, os empreendedores à frente do parque - iniciou o trabalho, viagens, pesquisas e estudos, na olivocultura anos antes da abertura do local ao público - em dezembro de 2018 -, e agora, passados aproximadamente sete anos das primeiras plantações, o Olivas de Gramado realizou a primeira colheita. Foram colhidas aproximadamente três toneladas de frutos, resultando uma produção média de 400 litros de azeite extravirgem, com acidez próxima a 0,1% - altíssima qualidade, frescor e juventude - denominado ‘Terroir Serrano’, que em breve estará em comercialização.




Do cultivo ao azeite de oliva

Da plantação das 12 mil mudas no Olivas de Gramado, ao tempo de cultivo e a aguardada primeira colheita, os profissionais dedicados aos pomares acompanham cada detalhe.


Paulo Forgiarini, consultor em Olivicultura e Elaiotecnia pelo O.N.A.O.O. (Impéria - Itália), destaca o desenvolvimento obtido ao longo do último ano. “O solo foi trabalhado com técnicas, químicas e equipamentos, além disso o clima contribuiu, pois não houve ocorrência de geadas fora da época, com isso os frutos responderam muito bem”, destaca.


A colheita, de quatro variedades de frutos das variedades Arbequina, Koroneiki, Picual e Frantoio, aconteceu em duas etapas, a primeira no início de março e a segunda no começo de abril. O trabalho é manual, quase de detalhe em cada oliveira, para não machucar a azeitona e prejudicar a qualidade do azeite. A previsão é de uma nova colheita daqui há um ano.


O processamento das olivas precisa ser feito logo após a colheita, como explica Forgiarini. “Para a produção do azeite extravirgem a extração deve acontecer em até 24h da realização da colheita, assim preserva-se os antioxidantes naturais presentes na azeitona. Quanto antes extrair o azeite mais íntegra é a fruta, e mais abundância na quantidade de polifenóis e antioxidantes naturais”. Os frutos do Olivas de Gramado foram processados no lagar Estância das Oliveiras, em Viamão, apenas algumas horas após a colheita.


O resultado de todo o processo será o azeite extravirgem ‘Terroir Serrano’, em edição limitada e numerada, que deve em breve entrar em comercialização na loja do parque Olivas de Gramado e no e-commerce da marca. De acordo com Paulo Forgiarini, que também é degustador profissional de azeite de oliva e jurado em concursos da área “o Terroir Serrano é um azeite extravirgem completo, equilibrado, acidez extremamente baixa, frutado e herbáceo, com amargo e picantes equilibrados. Um azeite que harmoniza perfeitamente com carnes vermelhas, até mesmo com o churrasco”.


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